Mandala: um caminho para o autoconhecimento e as diferentes formas de se fazer isso!

(Ilustração de Duane Carpenter)
Quando desenvolvi o curso de Mandalas em Vitral, embora seja psicodramatista por formação e experiencia, me encantei com a referencia teórica de Jung. A idéia inicial foi utilizar alguns jogos dramáticos, porém com embasamento teórico junguiano. Durante o período de pesquisa e estudos, percebi minha sincronicidade com alguns profissionais da área. É, o universo tem dessas coisas! Foi quando me deparei com o trabalho maravilhoso da Psicóloga Dra. Marcia Iorio sobre o tema.
Segundo Monalisa Dibo, outra profissional da área, "os mandalas foram trazidos à luz da psicologia por Carl Gustav Jung, estabelecendo um alicerce científico para a sua interpretação. Segundo Jung, existe no homem um padrão interno, isto é, um fato psíquico autônomo, que ocorre espontaneamente, onde percebemos ascenção de símbolos da profundidade da psique". O símbolo do círculo, por exemplo, nos remete às camadas do inconsciente, isto é, que reprimimos. O círculo, a esfera e o redondo continuam a representar a divindade, aquilo que é completo e suficiente em si mesmo, o eu integrado e expresso por meio do mandala.
A elevada significação dos mandalas em todas as culturas possui a mesma qualidade metafísica que é a projeção de conteúdos psicológicos individuais e coletivos. Via de regra, os mandalas mostram em todas as partes do mundo que há a mesma disposição de seus elementos. Estes se encontram reunidos no centro em forma de polígonos ou círculos. Representam sempre os aspectos e as propriedades psíquicas sempre mutáveis e em movimento. Todos os símbolos com que o homem buscou explicações, seja por meio da mitologia ou em outras formas, encontram-se tão vivos hoje como sempre estiveram. Expressam-se nas artes, na religião e nos processos psíquicos por meio dos sonhos e das nossas fantasias".
Na Psicologia Analítica, o mandala nos ajuda a buscar sentimentos escondidos lá no fundo do inconsciente e trazê-lo a consciencia para serem integrados e conscientizados, possibilitando-nos viver mais plenamente.
Já o Psicodrama é uma metodologia de investigação e intervenção nas relações interpessais, nos grupos, entre grupos ou mesmo no relacionamento de uma pessoa consigo mesma. Criado por JACOB LEVY MORENO (1889-1974) o psicodrama foi introduzido no final da década de 20 como terapia de grupo, com o objetivo de favorecer as relações vivas e diretas com as emoções, sentimentos e fantasias do sujeito, graças às possibilidades expressivas que permeiam a representação teatral. O convite é para o indivíduo ou grupo contar e dramatizar a sua história, estimulando a espontaneidade e criatividade, mobilizando o corpo para o agir, sentir a realidade, reconhecendo o processo de inter-relacionamento, os vínculos e encontros estabelecidos.
Trabalhando com o Psicodrama e a Psicologia analítica, segundo a Dra. Marcia, "partimos da hipótese que, ao dramatizarmos espontaneamente, a "sombra" (Jung) tem a possibilidade de adquirir expressão, aproximar-se e ser reconhecida pela consciencia". Pois é, analisar o jogo dá samba. E os estudos continuam!!!

2 comentários:

  1. Olá querida, que bela análise... um lindo estudo! Aprendi também que ao trabalhar com mandalas ou apenas observá-las, harmonizamos os dois lados do cérebro - o intuitivo e o racional.
    Por falar nisso tem mandalas novas no meu espaço!!!!
    super bjo

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  2. amei seu blog.Parabéns. Conversei com a professora ref. ao curso, só poderemos ir em junho, nos avise por favor. Vou te mandar meu mapa astral pr e-mail
    bjos
    Cristina

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