Como tudo começou!!



Em 2002 tive a oportunidade de participar de uma iniciação budista com os lamas tibetanos no CURSO DE MANDALAS TIBETANAS EM AREIA.
Na época eu estava num momento de reflexão e transformação profunda, em busca de um novo sentido e propósito de vida.
O desejo de encontrar um novo caminho era tão intenso, que a partir deste curso pude reconectar com minha essência divina. Através das meditações e insigths durante o curso com os lamas, surgiu um desejo enorme de criar e pintar mandalas. Comecei a executar pinturas em cacos de vidro, sem nunca ter aprendido tal técnica. A partir daí desenvolvi um projeto (PROJETO MANDALA) onde pude conciliar minhas experiencias grupais como psicóloga com os fundamentos espirituais e psicológicos do universo das Mandalas.
Pesquisei profundamente sobre esse universo da mandala, para que eu pudesse me embasar pratica e teoricamente. Desta experiência e pesquisa resultou este curso que apresento agora para voces!
São grupos motivacionais e de transformação, de onde poderão surgir atendimentos terapêuticos(individuais ou grupais) de acordo com o desejo dos participantes. A cada grupo vão surgindo novas descobertas, novos temas e espontânea e amorosamente, vamos tecendo nossa rede de amor!
Tashi Delek (Saudação tibetana, "felicidades e bons auspícios").

MANDALA DE AREIA



Quando participei do CURSO DE MANDALA DE AREIA com os lamas tibetanos, pude perceber, durante essa iniciação, que somos envolvidos num processo de concentração e autoconhecimento profundo. Inicialmente busca-se a perfeição. Percebemos com clareza, todas as etapas da evolução do trabalho, assim como seus respectivos sentimentos. Passamos pela frustração, medo, raiva, insegurança, perseverança, esperança, reconhecimento, satisfação, capricho, orgulho, ego, etc., até chegarmos na etapa do desapego diante da criação.
Reconhecemos a importância desse momento, do aqui/agora e da alegria em poder compartilhar a beleza da criação, porém, sem tentarmos nos apoderar disso, pois se trata apenas de uma grande ilusão, assim como nossa própria vida. Ao final, faz-se o ritual da benção de agradecimento, recitam-se mantras e logo em seguida as mandalas são desfeitas, simbolizando e demonstrando a transitoriedade das coisas na vida (no budismo chama-se princípio da impermanência), mesmo que estas exijam maior esforço (exercício do desapego).
Simbolicamente esta “areia” é espalhada por toda a natureza (solo, rio, etc) abençoando todo o planeta e todos os seres que nela habitam.
Tashi Delek